sábado, 28 de abril de 2018

R$ 110.000.000,00 gastos com propaganda da reforma da Previdência dariam para pagar 115 mil aposentados

Daria para pagar 115 mil aposentados com o benefício mínimo da Previdência, ou para construir 78 unidades de pronto-atendimento de saúde, ou, ainda, erguer 31 escolas. Essas são algumas das destinações que poderiam ter tido os R$ 110 milhões que o governo Michel Temer gastou com propaganda da reforma da Previdência, cuja votação naufragou na Câmara devido à falta de votos para aprovar a proposta de emenda à Constituição. O dinheiro foi gasto entre janeiro de 2017 e fevereiro de 2018.
Os dados foram obtidos pelo Congresso em Foco por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).
Um terço de todo o montante foi direcionado à TV Globo. Foram R$ 36,1 milhões por meio do CNPJ da matriz e de quatro filiais. Para a rádio e a TV Record foram pagos R$ 12,3 milhões. O SBT ficou com R$ 9,9 milhões. Rádio e TV Band (incluindo filiais em Campinas e na Bahia), por sua vez, receberam R$ 1,9 milhão. Juntas, as quatro emissoras ficaram com R$ 60,3 milhões, ou seja, 90% dos R$ 66,9 milhões destinados a todas as TVs.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) afirma que escolheu veículos conforme a Instrução Normativa Secom nº 7, de 19 de dezembro 2014. As normas são diferentes para cada tipo de mídia, estabelecendo a utilização de pesquisas de audiência para definir quais emissoras e programas veicularão a propaganda na TV.


Para as emissoras de rádio, caso não haja pesquisa de audiência, o requisito é o cadastro de veículos da Secom, o Midiacad. O cadastro e a cobertura geográfica são requisitos para mídias externas (ao ar livre). Já para veículos online, os critérios são as pesquisas de audiência, perfil do público e segmento editorial. O Congresso em Foco recebeu, ao todo, R$ 24.457,03, divididos em três pagamentos em julho, setembro e dezembro de 2017.
Veja, nos gráficos abaixo, como o dinheiro foi distribuído.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Geraldo Alckmin promete atacar as aposentadorias em primeiro ano de mandato


Governador Geraldo Alckmin com aliados e empresarios buscando apoio para acabar com direitos do povo Geraldo Alckmin promete atacar as aposentadorias em primeiro ano de mandato

BRASÍLIADa FolhaO pré-candidato do PSDB à sucessão presidencial, Geraldo Alckmin, prometeu nesta terça-feira (20) que enviará no primeiro ano de mandato uma proposta de reforma previdenciária ao Congresso Nacional caso seja eleito.


Em entrevista à imprensa, após ser oficializado como nome do partido ao Palácio do Planalto, ele defendeu que mudanças estruturais devem ser feitas no início do novo governo, quando o presidente conta com maior legitimidade , dando uma indireta ao Golpista Temer

Em conversas reservadas, Temer acusa Alckmin de não ter se empenhado suficientemente junto à bancada tucana para votar a iniciativa, considerada impopular.  


segunda-feira, 19 de março de 2018

Temer do MDB quer desviar R$ 1.000.000.000,00 da Previdência do povo para Intervenção e Rombo Fiscal do Rio

Temer e Alckmin rindo da impunidade ao MDB e PSDB e perseguição a Lula e planejando como acabar com direitos do povo
Situação absurda! Henrique Meirelles,Ministro de Temer,  foi à CBN hoje e lançou a ideia de meter a mão no dinheiro da Previdência na ordem de 1 Bilhão de reais, que vai vir da reoneração da folha, para cobrir buraco nas contas do Rio causado por incompetência e corrupção!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

ENTIDADES ESPALHAM 100 OUTDOORS DENUNCIANDO DEPUTADOS DO RS FAVORÁVEIS À REFORMA DA PREVIDÊNCIA Alceu Moreira (MDB), Darcísio Perondi (MDB), Jones Martins (MDB), José Fogaça (MDB), Mauro Pereira (MDB), Osmar Terra (MDB), Ronaldo Nogueira (PTB), Renato Molling (PP) e Yeda Crusius (PSDB)


A CUT-RS, federações e sindicatos aproveitaram o feriado de Carnaval para espalhar 100 outdoors em Porto Alegre e no interior do Rio Grande do Sul denunciando nove deputados federais que já manifestaram favoravelmente à reforma da Previdência proposta pelo governo de Michel Temer (MDB); cada cartaz, que ficará exposto ao longo de duas semanas, exibe fotos de três parlamentares e traz as chamadas “Eles querem acabar com a sua aposentadoria” e “Não à reforma da Previdência”
ENTIDADES ESPALHAM 100 OUTDOORS DENUNCIANDO DEPUTADOS DO RS FAVORÁVEIS À REFORMA Alceu Moreira (MDB), Darcísio Perondi (MDB), Jones Martins (MDB), José Fogaça (MDB), Mauro Pereira (MDB), Osmar Terra (MDB), Ronaldo Nogueira (PTB), Renato Molling (PP) e Yeda Crusius (PSDB)
ENTIDADES ESPALHAM 100 OUTDOORS DENUNCIANDO DEPUTADOS DO RS FAVORÁVEIS À REFORMA Alceu Moreira (MDB), Darcísio Perondi (MDB), Jones Martins (MDB), José Fogaça (MDB), Mauro Pereira (MDB), Osmar Terra (MDB), Ronaldo Nogueira (PTB), Renato Molling (PP) e Yeda Crusius (PSDB)
A CUT-RS, federações e sindicatos aproveitaram o feriado de Carnaval para espalhar 100 outdoors em Porto Alegre e no interior do Rio Grande do Sul denunciando nove deputados federais que já manifestaram favoravelmente à reforma da Previdência proposta pelo governo de Michel Temer (MDB). Cada cartaz, que ficará exposto ao longo de duas semanas, exibe fotos de três parlamentares e traz as chamadas “Eles querem acabar com a sua aposentadoria” e “Não à reforma da Previdência”.
Os deputados que são “denunciados” na campanha são: Alceu Moreira (MDB), Darcísio Perondi (MDB), Jones Martins (MDB), José Fogaça (MDB), Mauro Pereira (MDB), Osmar Terra (MDB), Ronaldo Nogueira (PTB), Renato Molling (PP) e Yeda Crusius (PSDB).
“Estamos mostrando para a sociedade a cara dos deputados da base aliada do golpista Temer que têm se manifestado a favor dessa antirreforma da Previdência, os que querem acabar com o direito à aposentadoria”, afirma o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.
Ele argumenta que, na visão das entidades, a reforma visa desmontar a previdência pública para beneficiar banqueiros e donos de previdência privada. “Não podemos permitir que seja tirado da classe trabalhadora, especialmente dos pobres, o direito de se aposentar e de ter uma velhice com dignidade”, destaca.
Nespolo ainda enfatiza que a Previdência não tem déficit, como foi apontado na CPI do Senado, presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS). “Essa antirreforma também não acaba com privilégios, como mente a propaganda milionária do golpista Temer”, alerta. “A Previdência é superavitária”, ressalta. “Queremos que essa antirreforma não seja votada, mas, se for, vamos marcar na paleta cada deputado favorável e o denunciaremos nas suas bases eleitorais, para que não seja reeleito em outubro. Se votar, não volta”, conclui.
A campanha tem o apoio do CPERS Sindicato, Federação dos Metalúrgicos, Federação dos Trabalhadores no Ensino Privado, Federação dos Trabalhadores na Alimentação, Federação dos Trabalhadores na Saúde, Federação Democrática dos Sapateiros, Sindicato dos Petroleiros, Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre, Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, Sindiágua, Sindipolo, Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Sindicato dos Rodoviários de Canoas.
Fonte 247

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Cinco corruptos que querem acabar com a sua aposentadoria

Cinco corruptos que querem acabar com a sua aposentadoria Temer,rodrigo maia, marum, Arhur Maia e Aecio neves

O governo Temer corre para aprovar a reforma da Previdência. Enquanto a televisão passa a campanha em defesa da destruição da aposentadoria pública, ao custo de R$ 100 milhões, no Congresso Nacional o governo parte para todo tipo de negociata para comprar os deputados e os votos necessários para a aprovação da reforma.
As cifras são variadas. O último levantamento realizado pela imprensa dá conta de que Temer já comprometeu nada menos que R$ 43 bilhões em medidas como liberação de emendas, renegociação de dívidas e repasses para estados e munícipios. Isso só o que está sendo feito à luz do dia, certamente por debaixo dos panos multiplicam-se as malas de dinheiro para que o governo chegue aos 308 votos que precisa para aprovar a PEC 287.
E nesse trabalho subterrâneo para costurar cada voto, Temer se cerca de um punhado de corruptos que, assim como ele, carrega uma folha corrida de crimes e escândalos. São destaques entre os 238 deputados e senadores que são investigados hoje por algum tipo de crime.
Veja abaixo os principais corruptos que querem tirar a sua aposentadoria.
Michel Temer
Sergio Moro sorri para Temer, que poderá ser julgado por ele se perder a presidência

O vice da presidenta Dilma Rousseff carrega o estigma de ser o primeiro mandatário denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os crimes denunciados pela Procuradoria Geral da República (PGR) estão o de corrupção, obstrução da Justiça e organização criminosa.
Os crimes de Temer não só são muitos como estão fartamente documentados, incluindo a já histórica gravação realizada pelo dono da JBS, Joesley Batista, em plena calada da noite no Palácio do Jaburu.
Pouco depois, o então secretário especial de Temer, Rodrigo Rocha Loures foi flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil da JBS. Nesse dia 11 de dezembro Loures virou oficialmente reu por corrupção. Já Temer, como sabemos, se livrou das duas denúncias oferecidas pela PGR à base da compra de deputados. A mesma coisa que faz agora com a reforma da Previdência.
Rodrigo Maia
Rodrigo maia o botafogo da Odebrecht e o Juiz Sergio Moro que investiga só um partido

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ou “Botafogo” na lista da Odebrecht, vem se destacando pelo comprometimento em aprovar a reforma da Previdência.
Rodrigo Maia tem dois inquéritos pendurados no STF por conta da Lava Jato. Num deles é acusado de ter recebido R$ 350 mil da Odebrecht em 2008; em outro de receber R$ 600 mil em 2010 da mesma empresa.
Maia é ainda acusado pela Polícia Federal de corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia que está parada no STF e no Ministério Público, ele recebeu dinheiro da empreiteira OAS em troca de favores nada republicanos. Rodrigo Maia e seu pai, César Maia, teriam recebido pelo menos R$ 1 milhão da construtora.
Quanto será que está levando agora?
Carlos Marun
Carlos Marun
O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) está se tornando cada vez mais uma figurinha carimbada, sinônimo de tudo o que tem de mais podre e corrupto no Congresso Nacional. Ele foi recentemente nomeado ministro da Secretaria do Governo. É o sujeito que vai botar a “mão na massa”, para não dizer coisa pior, para aprovar a reforma.
Só para refrescar a memória, Carlos Marun é deputado que ficou ao lado de Eduardo Cunha até o último momento, dando um verdadeiro exemplo de fidelidade ao canalha que hoje está preso em Curitiba. Aliás, fidelidade que se manteve mesmo após a prisão, pois Marun foi flagrado utilizando verba oficial para visitar Cunha na cadeia no Natal passado.
Sem Cunha, Marun foi amarrar sua coleira aos pés de Temer. Nada mais óbvio, já que é de conhecimento público os esforços de Temer e do governo para manter o ex-presidente da Câmara quietinho. “Tem que manter isso, viu?”.
Marun é acusado ainda de participar de um esquema que desviou R$ 16,6 milhões quando era presidente da Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab).
Carlos Marun ganhou mais fama recentemente ao protagonizar a “dancinha da corrupção” quando Temer se livrou da 2ª denúncia por corrupção na Câmara.

Arthur Maia
Arthur Maia
Relator da proposta de reforma da Previdência, o deputado Arthur Maia (PPS-BA) aparece como “Tuca” na lista da Odebrecht. É suspeito de ter recebido pelo menos R$ 200 mil da empreiteira nas eleições de 2010. Garoto de recados de Temer e dos banqueiros, repete as mentiras de que a reforma não vai prejudicar os pobres e elegeu os servidores públicos como seu alvo.
Aécio Neves
Sergio Moro PSDB/PR e Aecio Neves PSDB/MG

Por incrível que possa parecer, o senador tucano que ninguém entende porque ainda está solto, foi chamado por Temer para ser o articulador na reforma no Senado.
Aécio Neves (PSDB-MG) coleciona nove inquéritos no STF (corrupção passiva e lavagem de dinheiro). Caiu em desgraça após ser gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista.
O STF determinou seu afastamento do cargo e recolhimento noturno, mas o Senado revogou essa decisão pouco depois. Agora, está livre e solto para acabar com a sua aposentadoria.
Do PSTU

sábado, 10 de fevereiro de 2018

AS CINCO DAS MENTIRAS DIVULGADAS POR TEMER NAS CAMPANHAS DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Nos últimos meses, o governo tem investido muito dinheiro e esforço em propagandas pela aprovação da reforma da Previdência, com o objetivo de convencer a sociedade brasileira de sua necessidade e supostos benefícios; uma das mentiras é que a Reforma da Previdência vai "igualar as pessoas"; outra é de que a previdência "abocanha" orçamento e faz governo economizar em direitos; a terceira é o Rombo na Previdência; quarta é a de que "a população está sendo convencida da necessidade da reforma" e a última é que a aposentadoria rural não será mais prejudicada; reportagem do Brasil de Fato
Adriano Machado-Reuters AS CINCO DAS MENTIRAS DIVULGADAS POR TEMER NAS CAMPANHAS DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA
Brasil de Fato - Nos últimos meses, o governo tem investido muito dinheiro e esforço em propagandas pela aprovação da reforma da Previdência, com o objetivo de convencer a sociedade brasileira de sua necessidade e supostos benefícios.

A Secretaria Especial Comunicação Social (Secom) do governo divulgou, neste mês, que já foram gastos mais de 103 milhões em campanhas publicitárias com esse intuito. Já o presidente golpista, Michel Temer (MDB), tem participado, ao longo do mês, de uma série de programas de televisão e entrevistas com o objetivo de defender a medida.
No entanto, o discurso utilizado tanto pelo presidente golpista quanto pela publicidade nas redes sociais e no site do Planalto, traz afirmações consideradas falsas por especialistas e militantes de movimentos populares que se opõem à reforma da Previdência. O Brasil de Fato entrou em contato com essas pessoas e buscou entender quais as principais críticas aos argumentos que têm sido apresentados.
Propagandas do governo espalham inverdades sobre a Seguridade Social no país
1 - A Reforma da Previdência vai "igualar as pessoas"
Uma das principais linhas discursivas do governo é a de que a reforma da Previdência trará maior igualdade social, uma vez que supostamente combateria os privilégios previdenciários dos mais ricos.
Uma série de imagens, trazendo fotografias de pessoas que representariam trabalhadores e frases como "o fim dos privilégios, ou fim das aposentadorias", estão sendo publicadas na internet pelo governo. Em um site oficial da reforma, criado pelo governo, é possível ainda encontrar a seguinte informação: "Os privilegiados estão espalhando boatos para manter os privilégios. (…) A nova lei para aposentadoria não retira direitos, pelo contrário: ela promove igualdade".
As afirmações dizem respeito ao fim de especificidades na aposentadoria do funcionalismo público. Com a reforma, as categorias só poderiam receber a integralidade da aposentadoria alcançando a idade mínima de 62 anos para mulheres, e 65 anos para homens. No entanto, o tom dado pelo governo, de que a diferença entre o regime geral e o regime público de aposentadoria é causa importante da injustiça social no país, é amplamente criticado.
Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, existem sim privilégios para categorias no funcionalismo público, mas as regras específicas da Previdência não faz parte deles.
"O governo fala como se todo trabalhador funcionário público recebesse salários abusivos, sendo que a grande maioria tem salários baixos. Essa aposentadoria diferenciada vem para proteger os trabalhadores para que ele venha prestar serviço de qualidade para o Estado, para atender corretamente a população. Não é uma mordomia. Ele dá a impressão que todo mundo que trabalha em um posto do INSS é marajá, e não é, como parte do Ministério Público que recebe auxílio moradia mesmo tendo moradia. Essa é a diferenciação que temos que fazer", apontou.
Vagner destaca ainda o impacto dos “privilégios” concedidos à iniciativa privada, quando não há a tributação correta da Previdência dos trabalhadores. "O empresariado sonega e não paga. Você tem uma lista de empresas devedoras da Previdência enorme, outras são sonegadoras, que não repassam para a Previdência o que descontam dos trabalhadores. Por isso, a CUT sempre fala que uma reforma da Previdência é realmente necessária, mas o que estão fazendo não tem nada a ver com isso", afirmou.
2 - Previdência "abocanha" orçamento e faz governo economizar em direitos
A ideia de que a Previdência é um dos maiores "gastos" do governo e de que isso está por trás da falta de orçamento para áreas sociais também vem sendo amplamente divulgada por Temer. "Além de criar um grupo de privilegiados, isso faz a Previdência abocanhar a maior parte do orçamento, impedindo o governo de aumentar os investimentos em educação, segurança, saúde e em outras áreas também importantes para a vida do brasileiro", diz o site oficial da reforma.
Em entrevista ao Programa de Silvio Santos no final de janeiro, Temer afirmou que caso não haja a reforma, o Brasil vai sofrer os mesmos cortes de orçamento que vitimou países como a Grécia. Para o presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip), Floriano Martins de Sá Neto, a conta divulgada pelo governo não atende os procedimentos determinados pela Constituição Federal.
"A campanha que o governo vem utilizando é mentirosa. O governo faz um terrorismo para justificar a reforma, que vem no sentido de diminuição de direitos, dizendo que a Previdência está quebrada, mas ela não está quebrada, não está falida", afirmou.
De acordo com de Sá, a forma como o governo calcula os gastos com a Previdência considera também outros dois pontos do tripé da Seguridade Social: a assistência social e a área da saúde. Paralelamente, as contas não incluem parte das arrecadações de outras fontes orçamentárias que deveriam ser revertidas para o Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS), como o Cofins, contribuição calculada sobre a receita bruta das empresas.
Em paralelo, para Vagner Freitas, a ideia de que o governo investiria o dinheiro economizado com a Previdência em áreas sociais também é mentirosa, tendo em vista o congelamento dos investimentos pelos próximos vinte anos aprovado pelo governo Temer no final de 2016.
"Se quisessem investir em saúde e educação, não teriam estabelecido um teto de investimento do Estado nesses setores que são os mais importantes. Quando esse governo faz o planejamento dos recursos da união, ele já deixa claro que não tem como prioridade a saúde e educação a partir do momento que trata como gasto e não como investimento", disse.
3 - Rombo na Previdência
A justificativa principal do governo para a reforma da Previdência é um suposto rombo que se aproximaria dos R$ 300 bilhões. De acordo com o site oficial do governo, o déficit na Previdência já representa 9,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, e, com o envelhecimento da população, se acentua anualmente.
De acordo com a professora do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Esther Dweck, que escreveu um artigo ao Brasil de Fato sobre o tema, o discurso sobre o déficit é "falacioso".
"O regime geral de previdência social (RGPS) e os benefícios assistenciais têm reconhecido efeito distributivo e de garantia de uma renda estável, ao longo de toda a vida, para grande parte da população brasileira. A Previdência se encontra relativamente equilibrada. Enquanto a economia cresce, as receitas da seguridade cresciam mais do que as despesas, principalmente entre 2006 e 2013", afirmou.
Em relação ao envelhecimento da população, Dweck destaca: "Até 2030, o Brasil estará vivendo o chamado “boom demográfico” com a menor razão de dependência, a população em idade ativa será muito superior à população de crianças e idosos, o que não demandaria qualquer alteração durante esse período por questões demográficas".
De acordo com os dados da Anfip divulgados em 2015 sobre a Seguridade Social, somando-se às despesas de benefícios previdenciários as contribuições previdenciárias, que tem boa parte de suas receitas não contabilizadas nos dados divulgados pelo governo, temos um saldo superavitário de R$ 11 bilhões.
4 - Aposentadoria rural não será mais prejudicada
Um dos temas mais polêmicos do antigo projeto de reforma da Previdência era o fim das especificidades da aposentadoria rural. Os trabalhadores rurais têm uma redução de cinco anos na idade mínima de suas aposentadorias, devido aos riscos e características próprias da profissão.
No site da reforma da Previdência, o governo garante que o novo texto, de relatoria do deputado Arthur Maia (PPS-BA), mantém os direitos dos trabalhadores rurais. "A nova lei para aposentadoria tem como um de seus pontos mais essenciais a proteção para quem trabalha na agricultura e na pecuária", diz o site.
Para o dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Gilmar Mauro, no entanto, os direitos dos trabalhadores rurais continuam ameaçados, mesmo com a manutenção da aposentadoria rural na reforma. "Os camponeses são uma parte dessa classe trabalhadora, mas os filhos dos camponeses, a juventude que hoje estuda, vai para muitas outras categorias. Então a juventude das pessoas, seja do campo ou da cidade, estará completamente comprometido se essa reforma passar", afirmou.
O dirigente completa ainda que o MST continuará mobilizado contra a reforma, também em apoio às demais categorias afetadas. "A questão que está colocada é que a reforma da Previdência interessa ao capital financeiro, que tem empresas de Previdência privada, para usar os recursos do povo brasileiro em benefício próprio. Então não se trata de uma categoria específica, é uma luta da classe trabalhadora, derrotar a reforma da Previdência é fundamental para a garantia de direitos da população brasileira", afirmou.
5 - "A população está sendo convencida da necessidade da reforma"
Houve diversas tentativas de votar a reforma da Previdência ao longo de 2017, que acabaram sendo adiadas pelo governo por conta da baixa popularidade do tema. Em entrevista ao programa da jornalista Mariana Godoy, realizada nesta segunda-feira (5), no entanto, Temer destacou que acredita que a reforma da Previdência será aprovada, pois está ocorrendo um "convencimento popular da invencibilidade da Reforma", e de sua necessidade.
As afirmações do presidente não condizem com as pesquisas de opinião realizadas ao longo do ano. Em maio de 2017, uma sondagem divulgada pelo Datafolha mostrou que 7 em cada 10 brasileiros se diziam contrários à reforma. Já em dezembro de 2017, um levantamento realizado pela empresa MindMiners mostrou que 68,7% das pessoas eram contrárias à versão atualizada da reforma, e 18,8% não souberam opinar.
Em paralelo, a popularidade do governo Temer continua a mais baixa da história do país, tendo alcançado 3% de aprovação em setembro de 2017, de acordo com a pesquisa do CNI-Ibope. Já um levantamento do grupo Eurasia, especializado em análise de risco para investidores, colocou o emedebista como campeão em rejeição entre os líderes do mundo todo, com apenas 7% de aprovação.
DO Brasil 247