Divulgação Deputados e Senadores que apoiam e votarão Reforma da Previdencia para o trabalhador não parar de trabalhar,proposta articulada pelo PMDB de Temer, Renan e Jucá e PSDB de Aecio Neves
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019
A quem beneficia a Reforma da Previdência
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PARA VOTAR REFORMA, CENTRÃO QUER ACERTO DE ATÉ R$ 10.000.000,00 POR DEPUTADO
A reforma da Previdência já tem preço: R$ 10 milhões por deputado; é o dinheiro que cada um terá à sua disposição para despejar em obras e repasses federais de seu interesse; a revelação é do colunista Bernardo Mello Franco em seu blog; mas o preço será ainda maior para o governo tentar aprovar sua reforma: haverá distribuição de cargos de segundo e terceiro escalão; a porteira está aberta.


247 - A reforma da Previdência já tem preço: R$ 10 milhões por deputado(Equivalente a 6 triplex da OAS que Moro e Globo atribuiram a Lula). É o dinheiro que cada um terá à sua disposição para despejar em obras e repasses federais de seu interesse. A revelação é do colunista Bernardo Mello Franco em seu blog. Mas o preço será ainda maior para o governo tentar aprovar sua reforma. Haverá distribuição de cargos de segundo e terceiro escalão. "Apesar do discurso oficial contra o 'toma lá, dá cá', a Casa Civil tem indicado disposição de negociar", informou Franco. A porteira está aberta.
A quota de R$ 10 milhões é para parlamentares reeleitos. Os iniciantes terão que se contentar com R$ 7,5 milhões. A conta, no total, poderá superar os R$ 500 milhões, sem contar as nomeações. A interrogação sobre as nomeações é se elas obedecerão a praxe estabelecida pelo esquema do clã Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio, coordenado por Fabrício Queiroz, de arrecadação de parte das remunerações dos nomeados para compor o caixa da família de Jair, Flávio, Eduardo e Carlos.
O cenário na cúpula do governo ontem, era quase de desolação: "Depois da eleição, o ministro Paulo Guedes disse que bastaria dar uma “prensa” no Congresso para aprovar a reforma da Previdência. Se alguém no governo ainda acreditava nisso, ontem foi o dia de cair na real", escreveu Franco.
"O projeto entregue por Jair Bolsonaro foi recebido com frieza", acrescentou o jornalista, indicando que o centrão está afiando as facas: "Parlamentares da bancada governista deixaram claro que vão aproveitar o momento para forçar um acerto de contas com o Planalto".
"Nas palavras de um senador tucano, o presidente pensou que conseguiria tratar o Congresso como um quartel. Agora será pressionado a dividir poder, fazer concessões e reabrir o balcão de negócios". Assim caminhará a reforma e o governo na selva parlamentar.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
Reforma da Previdência de Bolsonaro é muito pior do que a de Temer

O
presidente Jair
Bolsonaro (PSL)
bateu o martelo e concordou com a proposta de reforma
da Previdência feita
por sua equipe econômica que dificulta o acesso – diminui o número
de trabalhadores e trabalhadoras que vão conseguir se aposentar –
e reduz o valor dos benefícios.
O
texto da proposta é pior do que o apresentado pelo ilegítimo Michel
Temer(MDB)
e será enviado ao Congresso
Nacional na
próxima quarta-feira (20). No mesmo dia, a CUT e demais centrais
realizarão uma Assembleia
Nacional da Classe Trabalhadora contra
a reforma da Previdência, a partir das 10h, na Praça da Sé, em São
Paulo.
A
proposta de Bolsonaro prevê a obrigatoriedade de idades mínimas
para aposentadoria de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres.
As idades são as mesmas propostas por Temer, mas o período de
transição da nova proposta é de 12 anos, portanto menor do que o
de Temer, de 20 anos. Isso prejudica mais os trabalhadores e as
trabalhadoras porque as novas regras para se aposentar ficarão mais
rígidas em período mais curto. Os mais prejudicados serão os que
ganham menos, têm uma expectativa de vida mais baixa, entram no
mercado mais cedo e em profissões que exigem mais esforço físico.
“É
um ataque brutal contra a classe trabalhadora”, diz o presidente da
CUT, Vagner
Freitas.
“Uma
transição de 20 anos já é dura, estipular apenas 12 anos é impor
uma mudança com grandes impactos em um período muito curto. Isso
vai prejudicar a população que tem baixa expectativa de vida, o que
desmente completamente o engodo do governo de que a reforma vai
igualar pobres e ricos”.
Segundo
Vagner, não estamos vivendo um processo civilizatório com
perspectivas de que a vida vai melhorar nos próximos dez anos. “Com
a má qualidade do emprego e queda na renda, sobretudo após a
reforma Trabalhista, com a precarização da saúde, o aumento do
desmatamento e do respeito às minorias, como dizer que a qualidade
de vida vai melhorar?”, questiona.
Privilegiados?
Segundo
ele, em 2017 foram pagos pelo INSS 34 milhões de benefícios de, em
média, R$ 1.326,99. Deste total, 30,3% foram por tempo de
contribuição (30 anos para as mulheres e 35 anos para os homens, de
acordo com a regra atual), com benefícios médios de R$ 2.164,74.
“Esses
são os privilegiados, de acordo com o governo”, critica Vagner,
que completa: “para esse governo de extrema direita política
social é gasto, para nós, é investimento. Essa é uma das
diferenças entre o nosso jeito de pensar e governar e o deles”.
A
economista do Dieese, Patrícia Pelatieri, diz que o Regime Geral da
Previdência Social (RGPS) deveria ser excluído da reforma. “Não
tem privilégio no regime geral”, afirma.
De acordo
com a economista, privilégio têm os militares que ganham mais na
reserva. Reserva é o termo jurídico usado para definir os militares
inativos que recebem aposentadoria, mas ainda podem ser chamados em
caso de guerra, por exemplo, mas como o Brasil não tem guerra, nunca
são, ficam de pijama ou abrindo empresas de segurança.
“Nós
perdemos no mínimo 30% da renda quando nos aposentamos. Já eles,
recebem benéfico integral, auxílios e, quando são reformados,
considerada a aposentadoria de fato, recebem o abono inatividade,
quase um salário por ano, como é o caso do FGTS, que eles dizem que
militar não tem”.
Regras
atuais
Atualmente,
há duas formas de trabalhadores e trabalhadoras da iniciativa
privada se aposentarem. Uma delas é por idade e exige 65 anos
(homem) e 60 anos (mulher), além de 15 anos de contribuições ao
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O valor médio dos benefícios é de R$ 1.051,93.
O segundo
modelo é a aposentadoria por tempo de contribuição, que alcança a
população de renda mais alta - e que consegue se manter em um
emprego formal e que exige menos esforço físico por mais tempo. O
valor médio dos benefícios é de R$ 2.264,74.
“É
importante esclarecer que a aposentadoria por idade corresponde a
53,2% do total das aposentadorias pagas pelo INSS”, diz a técnica
da subseção do Dieese da CUT, Adriana Marcolino.
“Isso
deveria ser a exceção, não a regra. Mas, como a regra é não ter
estabilidade profissional, a aposentadoria por tempo de serviço
acaba sendo mais difícil para maioria dos trabalhadores”, explica.
“E
o que Bolsonaro quer fazer é jogar todo mundo nas piores condições,
dificultando o acesso aos benefícios. É tornar obrigatório esse
modelo precário de acesso a aposentadoria”, afirma a técnica do
Dieese.
DA CUT
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
BOLSONARO OFERECE MIL CARGOS COMISSIONADOS PARA MEXER NA SUA APOSENTADORIA
Contrariando sua promessa de campanha, o presidente Jair Bolsonaro estuda nomear mais de mil cargos de segundo escalão nos Estados como forma de conseguir os votos que precisa para aprovar a reforma da Previdência; proposta é vista por especialistas como fim da aposentadoria, aumentando idade mínima e tempo de contribuição, em modelo que levou aposentados do Chile à miséria.
12 DE FEVEREIRO DE 2019 ÀS 20:22

12 DE FEVEREIRO DE 2019 ÀS 20:22

Reuters - O governo do presidente Jair Bolsonaro discute com parlamentares a possibilidade de nomear mais de mil cargos de segundo escalão nos Estados como forma de ajudar o Executivo a garantir votos para aprovar a reforma da Previdência, afirmou à Reuters o secretário Especial para a Câmara dos Deputados, Carlos Manato.
As nomeações para o segundo escalão, disse Manato, estão suspensas por ordem do presidente até o retorno dele, que está hospitalizado desde o fim de janeiro recuperando-se da terceira cirurgia em razão do atentado à faca ainda na campanha eleitoral. Nesta terça-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, recebeu o texto final da reforma e que deverá ser apresentado ao presidente.
Por outro lado, um relatório com a lista das sugestões dos parlamentares para os cargos será apresentada em breve ao presidente para que ele e os ministros das respectivas áreas decidam sobre as nomeações.
Segundo Manato, o presidente e os ministros vão avaliar primeiro se os cargos são estratégicos e, por isso, não passíveis de entrarem na negociação com deputados e senadores.
Se na “peneira” o cargo for considerado apto para a indicação de parlamentares, completou o secretário, os nomes terão de passar pelos seguintes critérios: ter perfil técnico, ser ficha limpa e possuir experiência para o cargo. Na lista dos pleitos, constam cargos do Dnit, Funasa, Ibama, Incra, Correios, Receita Federal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, superintendências da Agricultura, Conab e Geap.
Manato, que foi deputado por quatro mandatos, afirmou que a grande maioria das indicações é de funcionários de carreira, não de livre nomeação. Ele destacou que as nomeações, ao lado da discussão das emendas parlamentares, em parte atribuição também da Casa Civil, contribui para a criação de um ambiente favorável para tentar se aprovar a reforma da Previdência.
“Os deputados gostam de mostrar poder se esse pacote todo ajuda (o governo)”, disse Manato, cuja secretaria faz parte da Casa Civil. Ele avaliou que quer os deputados focados na discussão do mérito da reforma sem poder alegar outras razões para não analisar a Previdência. “Por que (o parlamentar) vai reclamar do governo?”, questionou.
Manato disse não considerar essa forma como o tradicional “toma lá, dá cá”, forma de se fazer política rechaçada por Bolsonaro desde a campanha. “Não tem isso de toma lá, dá cá. São pessoas técnicas”, defendeu ele, que atualmente é filiado ao PSL, partido de Bolsonaro.
Após o veto do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de liberar uma sala para o governo despachar, o secretário tenta garantir que o seu partido garanta uma sala para atender diretamente as demandas dos deputados dentro do Congresso.
Dificuldades
“Estamos ainda montando o segundo escalão. Não está sendo fácil”, disse à Reuters o assessor especial da Casa Civil Abelardo Lupion, ex-deputado federal que teve seis mandatos e também envolvido nas negociações dos cargos. Segundo ele, tem sido difícil convencer pessoas a topar assumir os cargos e deixar sua vida profissional.
Ainda assim, Lupion disse que toda a equipe da Casa Civil que trata de relações com o Congresso —com cerca de 10 pessoas, boa parte de ex-parlamentares— está “muito otimista” com a estratégia para garantir a aprovação da reforma. Ele não quis precisar quantos votos o governo teria —é preciso o apoio de pelo menos 308 dos 513 deputados para passar a Previdência no plenário da Câmara em dois turnos de votação.
O assessor especial afirmou que o trabalho que está sendo feito é para não se “destruir” a relação com os deputados após a votação da reforma diante do delicado tema. Ele destacou que ainda haverá conversas com governadores e até com dirigentes de partidos em busca de apoio para a Previdência.
“Está sendo feita uma coisa para não errar, não errar a mão”, disse, ao considerar ser possível votar a reforma na Câmara e no Senado até julho
DO 247 VIA FORABOLSONARO
Ajudante de pedreiro desafia o Botafogo Rodrigo Maia a trabalhar até os 80 anos
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
Com reforma de Bolsonaro, mais de 23 milhões perderão direito ao abono do PIS
Mais de 23 milhões de trabalhadores devem perder o direito ao abono salarial do PIS/Pasep se forem aprovadas as mudanças previstas na versão preliminar da reforma da Previdência do governo Bolsonaro, que vazou para a imprensa. O número corresponde a 91,5% do total de pessoas que hoje podem receber o benefício anual, que chega a R$ 998.
Segundo a proposta vazada, o abono do PIS deve ser pago somente para quem ganha até um salário mínimo mensal. Hoje, ele é pago para quem ganha até dois salários mínimos (veja todas as exigências abaixo).
Esse endurecimento das regras faria com que 23,4 milhões deixassem de atender os critérios de concessão do benefício. Outros 2,17 milhões continuariam aptos a recebê-lo.
O número é baseado em dados de 2017 informados pelas empresas ao antigo Ministério do Trabalho, hoje incorporado ao Ministério da Economia, e levantados pelo site Trabalho Hoje.
A versão da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que começou a circular ainda não é a proposta oficial do governo, mas é uma das versões em estudo, segundo o secretário da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho.
Valor não mudaria
A proposta não prevê mudanças na forma de pagamento do abono, estabelecida no final de 2014 pela ex-presidente Dilma Rousseff. O valor pago continuaria variando de acordo com o tempo de trabalho. Se trabalhou o ano todo, recebe o valor cheio, equivalente a um salário mínimo (R$ 998, em 2019). Se trabalhou um mês, ganha proporcionalmente: 1/12 do mínimo, e assim por diante.
Antes da mudança proposta por Dilma por meio de medida provisória e convertida em lei, o abono era sempre de um salário mínimo, independentemente do tempo trabalhado.
Governo Golpista sugeriu acabar com abono
O ministério da Fazenda do governo de Temer Golpista chegou a sugerir, em relatório, a extinção do abono “por representar um programa que beneficia população distante da pobreza extrema”, já que quem recebe são pessoas que estão empregadas e com carteira assinada.
Porém, pela proposta vazada, o governo atual estuda continuar com o benefício, mas de forma mais restrita.
No Orçamento de 2019, a despesa prevista com o abono é de R$ 19,2 bilhões.
O que é o abono salarial
O abono salarial do PIS/Pasep atualmente é um pagamento anual para quem atende todos os seguintes critérios:
- Trabalhou com carteira assinada por pelo menos 30 dias no ano;
- Ganhou, no máximo, dois salários mínimos, em média, por mês;
- Está inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos;
- A empresa onde trabalhava informou seus dados corretamente ao governo
Do UOL via Blog da cidadania
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019
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